Ineficiência e improdutividade marcam atual legislatura da CMM

Mesmo custando tão caro para os amazonenses a maioria dos vereadores de Manaus tem mostrado cada vez mais ineficiência e improdutividade no desempenho de suas atividades parlamentares. Segundo a Casa Legislativa, quase metade dos projetos aprovados na Câmara Municipal de Manaus (CMM), em 2015, foram de autoria do Executivo, ou seja, dos 130 projetos sancionados, 43,8% (59 projetos) foram elaborados pela equipe da prefeitura e 54,6% (71 projetos) pelos vereadores.

Entre as Casas Legislativas mais caras do país, segundo dados da Frente Nacional de Prefeitos (FNP), a CMM paga para um vereador verba de gabinete no valor de R$ 60 mil e um salário de R$ 15 mil além disso cada um dos 41 vereadores têm direito todos os meses à Cota para o Exercício da Atividade Parlamentar (Ceap) no valor de R$ 14 mil.

Além da maioria não cumprir o seu papel de fiscalizar, os vereadores da CMM tiveram 1.147 faltas registradas, segundo dados da frequência parlamentar no plenário, de 2013 a 2015, disponíveis no site da Casa. Se todas as ausências tivessem sido descontadas, somariam o valor de R$ 862.073,73.

Em evidência devido a maior crise política dos últimos tempos, grande parte dos vereadores da CMM mostram-se distantes das necessidades dos cidadãos. Há muito tempo os parlamentares legislam muitas vezes defendendo apenas uma comunidade, uma zona da cidade ou um grupo de profissionais e não os interesses da sociedade em geral.

O mandato pertence ao povo e não ao eleito porém infelizmente o que se vê são políticos que se acomodam e realizam suas atividades visando apenas seus redutos ou nichos eleitorais.